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Figuras de Sintaxe (Figuras de linguagem)


As figuras de sintaxe são aquelas que resultam de alguma alteração na ordem canônica (típica, normal) da estrutura da oração.















Polissíndeto: Consiste na repetição exaustiva de uma mesma conjunção coordenativa, com o objetivo de dar ênfase à informação. Exemplo:

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!

(Olavo Bilac)

Assíndeto: Consiste na omissão da conjunção. Exemplo: Canta, ri, chora, grita.


Anáfora: Consiste na repetição intencional de termos ou expressões no início de versos ou orações. Exemplo:

[...]
E se  você estivesse no mar azul do Caribe com a pessoa que mais ama?
E se agora fosse meio-dia?
E se você tivesse anorexia?
E se estivéssemos em 1945?
E se tocasse "Wave" com João Gilberto?
E se o seu telefone tocasse agora?
E se ouvisse a voz do Bono Vox do U2 sussurrando I love you?
E se você estivesse agora numa cama de hospital público sentindo dor?
E se você não pudesse ler?
[...]

Hipérbato: Ocorre quando há uma inversão radical de termos, chegando a provocar alguma dificuldade de compreensão. Exemplo:

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante [...]
(Hino Nacional Brasileiro)

Anástrofe: Temos anástrofe quando, para a obtenção de efeitos estilísticos, o autor de um texto inverte a ordem normal dos termos da oração. Exemplo:

Por noite velha, no castelo,
Vasto solar de meus avós,
Foi que eu ouvi, num ritornelo,
Do pagem loiro a doce voz.
(Filinto de Almeida)

Sínquise: Há sínquise quando a inversão feita provoca ambiguidade, ou seja, quando a inversão cria a possibilidade de mais de uma interpretação. Exemplo:
Henrique, que a duras penas convenceu Paulo a emprestar-lhe o dinheiro.

Elipse: Supressão ou omissão de termos que são facilmente identificados. Exemplo:

E, enquanto eu estes canto e a vós não posso,
sublime Rei, pois não me atrevo a tanto. 
(Os Lusíadas, Camões)

Zeugma: Muito semelhante à elipse, consiste na omissão de um termo já citado anteriormente, pois sua repetição seria desnecessária. Exemplo:
As meninas foram de bicicleta e os meninos, a pé.

Anacoluto: Consiste na interrupção ou quebra de uma oração que se havia iniciado por uma palavra ou locução, seguindo-se uma estrutura que não se integra à parte interrompida. O anacoluto é também conhecido como 'frase quebrada', pois se tem a impressão de que algo ficou 'solto', sem conclusão. O objetivo dos anacolutos é chamar a atenção do interlocutor. Exemplo: Quem ama o feio, bonito lhe parece.

Silepse: Ocorre quando a concordância entre os termos é feita com as ideias, e não com as palavras. Pode haver silepse de gênero (masculino e feminino); de número (singular e plural); de pessoa (sujeito e verbo em discordância). Exemplo: Os brasileiros somos uma nação alegre. (pessoa e número)

Pleonasmo: Ocorre quando há a repetição da mesma ideia, caracterizando uma redundância. É usado com o objetivo de alcançar maior clareza ou enfatizar uma ideia importante. Exemplo: 

Vi claramente visto o lume vivo
Que a marítima gente tem por santo.

Mas cuidado! Embora, apenas em alguns casos, o pleonasmo seja um recurso literário interessante, pode ser considerado um vício de linguagem em casos de repetição de obviedades (subir para cima, repetir de novo, hemorragia de sangue, descer para baixo...)

Fontes: Coleção Enem e Vestibulares: O passo decisivo para sua aprovação; Português: Maria Luiza Abaurre, Marcela Nogueira Pontara, Tatiana Fadel.

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