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Modernismo em Portugal

O assassinato do rei Carlos X, em 1910, lançou Portugal em um período de grade instabilidade política. A morte do rei foi o estopim para a proclamação da República. O panorama de instabilidade interna, com greves sucessivas, aliado às dificuldades trazidas pela eclosão da Segunda Guerra Mundial e à necessidade de defender as colônias ultramarinas, fez com que o povo português manifestasse, de modo acentuado, o saudosismo que sempre o caracterizou.
















A lembrança das antigas glórias marítimas e a lamentação pelo desconcerto que dominou o país após o desaparecimento de Dom Sebastião serviram de berço para o nascimento de uma revista que representaria o primeiro momento do Modernismo português: Orpheu, publicada em 1915. 

Principais artistas e obras:
  • Mário de Sá-Carneiro: Princípio e Céu em fogo, Amizade, A confissão de Lúcio.
  • Fernando Pessoa: Mensagem (ortônima).
Fernando Pessoa

A situação política portuguesa se agravou consideravelmente na década de 1920. A esperança motivada pela proclamação da República, em 1910, foi paulatinamente frustrada pelas crises governamentais e pelos vários golpes que a elas seguiam, ameaçando a frágil república portuguesa. Em 1928, Antônio Salazar assume a pasta das finanças; 1932, torna-se ministro e, um ano mais tarde, passa a desempenhar as funções de ditador, consolidando o Estado Novo instaurado em 1926. Com a chegada de Salazar ao poder, institui-se a censura e cria-se a polícia política, aumentando a prática da repressão. O medo e a insegurança, aliados à passividade e à fragilidade das instituições, formam o verdadeiro retrato de Portugal sob a ditadura salazariana. É nesse cenário que surge a revista Presença com a proposta de uma literatura mais introspectiva e intimista. Para fazer frente à literatura intimista e introspectiva dos autores de Presença, surgiu em Portugal, no final da década de 1930, o chamado movimento neo-realista. Suas principais características eram a concepção da literatura como produto de um contexto histórico-social específico e a denúncia da alienação e dos fatores que a tornaram possível, como a exploração dos trabalhadores,a falta de educação, as precárias condições de saúde e, evidentemente, o governo ditatorial. A Revolução dos Cravos teve como efeito uma redução na produção literária, que voltou a crescer a partir da década de 1980, com o surgimento de novos escritores. Os autores dessa nova geração apresentarão independência e liberdade formal e temática, expandindo os limites da Literatura Portuguesa. 

Principais artistas: Jorge de Sena, Sofia de Mello B. Andresen, Herberto Helder, Alexandre O'Neil, Vergílio Ferreira, Augustina Bessa-Luís, Antônio Lobo Antunes e José Saramago.


Fontes: Português: Linguagens - William Cereja & Thereza Cochar + Português: Língua, Literatura e Produção de Texto: Maria Luiza Abaurre, Marcela Nogueira Pontara & Tatiana Fadel.


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