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Simbolismo [resumo]

"Nomear um objeto é suprimir três quartos do prazer do poema, que consiste em ir adivinhando pouco a pouco: sugerir, eis o sonho. É a perfeita utilização desse mistério que constitui o símbolo: evocar pouco a pouco um objeto para mostrar um estado de alma, ou, inversamente, escolher um objeto e extrair dele um estado de alma, através de uma série de adivinhas." (Stéphane Mallarmé, poeta simbolista francês)















Contexto histórico 

O fim do século XIX nos apresenta um mundo com grandes indefinições e inquietações. As descobertas científicas provocam uma revolução de ideias que altera valores e convicções. O mundo capitalista, principalmente a partir dos anos 1870, enfrenta um significativo conflito: a competição econômica e militar, entre as grandes potências ocidentais, e o avanço do movimento operário organizado. Este conflito torna a crise social inevitável, resultando nas guerras mundiais que abalarão o século XX. O indivíduo, nesse momento, encontra-se atormentado por tensões, contradições, uma visão patética e dramática do mundo. A arte e a literatura procuram, então, traduzir o mundo contemporâneo e o ser humano que o habita. Surge, em 1874, a primeira exposição impressionista, com obras que afastam das preocupações sociais do Realismo e se apresentam mais pessoais. A fronteira entre a objetividade e a subjetividade começa a ser sistematicamente cindida. O século aproxima-se de seu fim e, como costuma acontecer em momentos assim, uma sensação difusa de final dos tempos impulsiona o ser humano em relação a uma postura pessimista, em tudo justificada pelo agravamento dos problemas sociais desencadeados pela Revolução Industrial. Essa postura decadentista espalha-se pela Europa e corresponde à sensação de se estar vivenciando a fase final de um processo que, embora promissor no início, trouxe graves consequências para a organização social. O artista, testemunha dessa tendência, distancia-se da sociedade que o envolve em seus problemas, volta-se para si mesmo, para impressões e intuições que refletem o tédio provocado pelo mundo que o rodeia. As influências:
  • Sigmund Freud.
  • Charles Baudelaire.
Passeio, Mulher com Sombrinha, de Claude Monet

Os marcos:
  • 1857 - Flores do Mal - Charles Baudelaire;
  • 1889 - "Os insubmissos" e "Boemia Nova";
  • 1890 - Oaristos - Eugênio de Castro;
  • 1893 - Missal e Broquéis - Cruz e Souza (início do Simbolismo brasileiro);
  • 1915 - Revista Orpheu (inaugura o Modernismo em Portugal).

Principais artistas e obras:
  • Charles Baudelaire: Flores do Mal.
  • Camilo Pessanha.
  • Cruz e Souza: Missal, Broquéis, Faróis.
  • Alphonsus de Guimaraens: Setenário das dores de Nossa Senhora, Dona Mística, Kyriale, Pastoral aos crentes do amor e da morte.
  • Eugênio de Castro: Oaristos.

Fontes: Português: Linguagens - William Cereja & Thereza Cochar + Português: Língua, Literatura e Produção de Texto: Maria Luiza Abaurre, Marcela Nogueira Pontara & Tatiana Fadel.

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