Oi, tudo bem? Hoje vim falar sobre o livro Eu Sou Malala, escrito por Malala Yousafzai em parceria com a jornalista Christina Lamb. O livro conta a história de vida de Malala, uma paquistanesa que levou um tiro na cabeça à queima-roupa em 2012. Isso aconteceu porque Malala, na época ainda adolescente, defendia o direito à educação para meninas - algo considerado inaceitável para o Talibã.

O atentado contra à vida de Malala rodou o mundo e diversos líderes e ativistas se compadeceram pela causa que ela defendia. Indo contra o que muitas pessoas esperavam, ao invés de se silenciar frente às frequentes ameaças que sofria, ela não se intimidou e, mesmo após o ataque sofrido em 2012, continuou defendendo o direito à educação de qualidade para todas as crianças.

A persistência de Malala na defesa de uma causa tão nobre fez com que ela fosse reconhecida internacionalmente, sendo convidada para palestrar em diferentes países e ganhando diversos prêmios, incluindo o Prêmio Nobel da Paz de 2014.

“Não vi quando os dois rapazes com lenços amarrados no rosto saíram para a estrada e fizeram o ônibus parar de repente. Não tive chance de responder à pergunta deles: “Quem é Malala?”. Senão, eu lhes teria explicado por que eles deviam nos deixar ir à escola – nós, suas irmãs e suas filhas” (p. 254).

O livro Eu Sou Malala, publicado no Brasil em 2013 pela editora Companhia das Letras, conta a história de Malala desde a infância até os meses imediatamente seguintes ao atentado de 2012. É uma obra que te possibilita acompanhar a evolução dela, ver como desde criança ela já sofria com diversas imposições e limitações por conta de ser uma menina em um país extremamente machista e como essa angústia foi aos poucos sendo externada e tornando Malala uma grande ativista desde cedo.


Outra coisa que me chamou muita atenção no livro, foi que Malala conta sobre aspectos de sua vida diária que muitos poderiam não imaginar. Há trechos que ela fala sobre a ameaça do Talibã à sua escola e à sua família, bem como há momentos que ela fala sobre intrigas com seus irmãos ou sobre suas preocupações com a aparência de sua pele e cabelo. É algo que deixa claro que Malala também tinha preocupações e anseios como qualquer outra adolescente, mas que por causa da realidade que vivenciava e apoio de seus pais, ela resolveu levantar sua voz e lutar pelos seus direitos.


Recentemente formada pela Universidade de Oxford, Malala continua até hoje lutando pela causa da educação. Desde a publicação de Eu Sou Malala, ela já publicou mais dois livros, estrelou documentários e criou o Assembly, uma publicação digital para meninas e jovens que já alcançou mais de 100 países. No mês passado, Malala anunciou a criação de sua nova produtora Extracurricular, que irá produzir diversos dramas, comédias, documentários, animações e séries infantis que serão disponibilizados na Apple TV+.