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Resenha: Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley


Oi, pessoal! Como vocês estão? Hoje vim compartilhar o que achei da leitura do livro “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley. Muitos de vocês provavelmente já leram ou pelo menos já ouviram falar no livro, mesmo assim achei importante vir aqui divulgá-lo pois ele é até hoje considerado uma das mais impactantes obras do século XX.

“Admirável Mundo Novo” é uma utopia que conta a história de uma sociedade que era controlada por um governo extremamente totalitário. Nessa sociedade, temas como o amor, família, filhos e monogamia eram vistos como quase um crime. Nela predominavam a promiscuidade e as amizades superficiais.

Nessa sociedade utópica, os seres humanos eram criados em laboratório e desde antes de seu nascimento já eram subdivididos em “castas”, delimitando quais seriam suas profissões e interesses ao longo de suas vidas. As castas eram divididas entre Alfa, Beta, Gama, Delta e Épsilon. Os Alfa eram os humanos criados com aptidões físicas e mentais para ocupar os cargos mais importantes da sociedade, destinados a se tornarem os líderes do estado mundial. Enquanto isso, os Delta e Épsilon eram os embriões que nasciam deformados de alguma forma, acabando por serem destinados aos trabalhos mais duros e marginalizados.

Além disso, os seres humanos dessa sociedade viviam uma rotina muito semelhante, não sendo permitidas “individualidades”. Basicamente, trabalhavam o dia inteiro e à noite se dedicavam aos prazeres efêmeros. Nessa sociedade, as pessoas não desenvolviam relações familiares ou de amizades verdadeiras. Até mesmo existia uma pílula muito popular chamada “Soma”, que servia como uma fuga da realidade a fim de evitar sentimentos de tristeza (tristeza não era um sentimento considerado como “aceitável” aos humanos).

O personagem principal da história é Bernard Marx, um membro da casta Alfa. Na casta Alfa as pessoas eram todas belas, inteligentes e de porte atlético. Porém, estranhamente Bernard era muito diferente deles, sendo muito franzino. Isto gerava muitos rumores de que talvez tivesse havido algum tipo de erro quando classificaram o embrião dele, acreditando que ele na verdade pertencia a uma casta inferior.

Aos poucos, a rejeição que sofria dos outros membros de sua classe fez com que Bernard começasse a questionar os costumes adotados pelas pessoas, o que desagradou seus superiores. Certo dia, ele conhece uma bela moça chamada Lenina e os dois concordam em viajar até uma sociedade remota conhecida como “Reserva dos Selvagens”. Nessa reserva, as pessoas adotavam os “costumes antigos”, como desenvolver relações afetivas profundas, se casar e ter filhos. E essa visita causará uma grande mudança na perspectiva de vida dos personagens.


“Admirável Mundo Novo” foi publicado pouco antes da ascensão de Hitler ao poder, representando então uma crítica a uma sociedade totalitária e movida pelo progresso científico a todo custo. Entretanto, até os dias de hoje a obra ainda continua muito atual. Muitas das críticas feitas pelo autor no livro são válidas até hoje. Por exemplo, o livro critica a ideia de uma sociedade onde as pessoas não têm autonomia para terem suas individualidades e pensarem por si só, sendo sempre divididas em grupos ou castas, e muito disso infelizmente enfrentamos até a atualidade. Outro ponto que achei interessantíssimo na obra foi a ideia da pílula Soma, que era uma pílula que as pessoas basicamente tomavam para evitarem ficar tristes, o que é uma crítica à crença de que a felicidade é de alguma forma obrigatória às pessoas.

Pessoal, esse livro é uma ótima recomendação para quem gosta de ficção científica. Se você já leu os livros do Orwell e gostou, ou até mesmo se gosta de filmes como o Matrix, certamente irá gostar de “Admirável Mundo Novo” também. Recomendo demais!