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Regência verbal


É o nome que se dá à relação gramatical que existe entre um verbo e seu complemento. Há verbos que exigem preposição; outros, não. Observe estes exemplo:















Precisamos de ajuda / Confio em você.



O verbo "precisar" pede a preposição "de" (precisar de alguma coisa). Essa é a regência de "precisar". O verbo "confiar" pede a preposição "em" (confiar em alguém). Essa é a regência de "confiar".


Alguns verbos mudam de sentido quando mudam de regência. Observe o que acontece com o verbo olhar nestes exemplos:



O pai olhou para ela / O pai olhou por ela.

No primeiro caso (olhar para alguém), o verbo "olhar" quer dizer "observar". No outro caso (olhar por alguém), o verbo "olhar" significa "tomar conta de, cuidar".
Obs.: Atenção com o uso da preposição antes dos pronomes relativos. Observe:

Esses são os amigos em quem confio. 

Usamos "em" antes do pronome "quem" porque o verbo "confiar" pede a preposição "em" (confiar em alguém). Outros exemplos:

Esses são os livros de que gosto (gostar de).
Esse é o aluno a quem entreguei o livro (entregar a alguém).
Essa é a menina por quem me apaixonei (apaixonar-se por alguém).

Cuidado com o uso de "de que"

Só devemos usar de que se o verbo pedir a preposição "de". Se ele não pedir essa preposição, o uso do "de" é errado. Observe este exemplo de uso incorreto: "Ele afirmou de que virá à reunião". Nesse caso, o "de" é desnecessário. O certo é dizer: "Ele afirmou que virá à reunião". Outros exemplos: "Ele pensa que o projeto foi aprovado (e não "ele pensa de que o projeto foi aprovado") / "Eles declararam que a situação está sob controle (e não "eles declararam de que a situação está sob controle").

Fonte: TUFANO, Douglas. Michaelis: Português Fácil - Tira-dúvidas de redação. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2010.

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