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O Expressionismo

Na imagem: Puberty, de Edvard Munch















Em 1910, na Alemanha, uma nova vanguarda apresenta-se como reação à estética impressionista de valorização sensorial - o Expressionismo.

Contemporâneo do Cubismo e do Futurismo, o movimento expressionista foi profundamente influenciado pela guerra, e seus quadros ressaltam, não raro, um lado obscuro da humanidade, retratando faces marcadas pela angústia e pelo medo. O mais conhecido representante do Expressionismo, na pintura, é o norueguês Edvard Munch.

O único manifesto dessa vanguarda surgiu em 1918. Seu autor, Kasimir Edschmid, procurou estabelecer os rumos a serem tomados pela literatura, sob essa nova visão.

"Assim o universo total do artista expressionista torna-se visão. Ele não vê, mas percebe. Ele não descreve, acumula vivências. Ele não reproduz, ele estrutura. Ele não colhe, ele procura. Agora não existe mais a cadeia de fatos: fábricas, casas, doenças, prostitutas, gritaria e fome. Agora existe a visão disso. Os fatos tem significado somente até o ponto em que a mão do artista o atravessa para agarrar o que se encontra além deles. Esse tipo de expressão não é alemão nem francês. Ele é supre nacional. Ele não é somente assunto da arte. É exigência do espírito. Não é um programa de estilo. É uma exigência da alma. Uma coisa da humanidade."

TELES, Gilberto Mendonça. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro.

Os poetas expressionistas abordarão a derrocada do mundo burguês e capitalista, denunciando um universo em crise e a sensação de impotência do ser humano que se vê preso em um mundo "sem alma".


Fonte: Livro de Português - Volume único, de Maria Luiza Abaurre, Marcela Nogueira Pontara e Tatiana Fadel.

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